até que se abra
São Paulo, SP (2026)
"Até que se abra tudo" é uma obra coreográfica contemporânea do Balé da Cidade de São Paulo, criada pela coreógrafa brasileira Michelle Moura. A peça reflete temas de transformação, tensão corporal e a sensação de estar à beira de um limite.

A obra explora a metamorfose, a coletividade e estados de passagem através do movimento. A pesquisa foca na tensão entre corpo, dramaturgia e música, questionando limites emocionais e sensoriais.
Foto: Larissa Paz
Michelle Moura afirma que “o corpo é matéria porosa” e que “somos constantemente atravessados por forças que nos sustentam e às quais não controlamos”. Segundo ela, a obra parte da ação de abrir como elemento mobilizador da gestualidade, dos estados emocionais e da coreografia. “Além de um ato físico, abrir é um processo de transformação e metamorfose”, diz.

Foto: Larissa Paz

A coreógrafa relaciona a obra a um contexto em que emoções e desejos são constantemente explorados. “Num tempo em que emoções e desejos são extraídos e capitalizados, servindo de combustível a uma máquina extenuante, o petróleo e o lítio somos nós. O buraco na terra é o buraco no peito”, afirma.
Foto: Larissa Paz
Elenco:
Ana Beatriz
Cleber Fantinatti
Érika Ishimaru
Fabiana Ikehara
Fábio Pinheiro
Gutielle Ribeiro
Harry Gavlar
Jéssica Fadul
Leonardo Muniz
Rebeca Ferreira
Renata Bardazzi
Silvia Kamyla
Direção:
Alejandro Ahmed
Assitente de Direção
Ana Teixira
Ensaiadoras
Carol Franco
Direção, concepção e coreografia
Michelle Moura
Pesquisa dramatúrgica
Maikon K
Assistência de coreografia
Clarissa Rêgo
Trilha sonora
Kaj Duncan
Gravação e mixagem de som
Rodrigo Lemos
Design de luz
Mirella Brandi
Supervisão de luz
Muep Etmo
Acompanhamento de luz
Giorgia Tolaini
Figurino
Thales Cristovão
Assistente de figurino
Mauricio Schneider